Partituna

Saudações Académicas!

Olá malta, eu sei que andei ausente, mas parece que agora vou finalmente retomar com o Blog da Partituna, perdoem-me a ausência prolongada…

A verdade é que todos passamos momentos difíceis em que durante quase 3 anos não tivemos atuações, e portanto, não haviam histórias  para partilhar convosco.

Mas isso agora parece ter passado e o importante é que estamos de volta com atuações e até mesmo novos caloiros na Tuna!

Posto isso, este artigo é mais um “Ser Partituno” e o Rui Soares veio contar a sua, até agora, breve experiência na Partituna.

Um abraço e uma zumbido chato na orelha para todos!

Ser Partituno - Por Rui Soares 1

Quis o destino – a necessidade profissional e a minha vontade – que me matriculasse no ensino
superior aos 47 anos! Que aventura! E é uma aventura pelos vários desafios a que te propões,
quer seja pela avalanche de dúvidas e receios que te assaltam em relação à tua integração
numa turma onde todos têm idade para serem teus filhos (frequento o regime diurno e sou
uma pessoa de relações e tenho necessidade de me sentir incluído), quer seja pela capacidade
em adquirir conhecimentos para serem mais tarde postos à prova em trabalhos, testes e
exames.

Sendo eu casado e pai, conciliar a vida pessoal e familiar com a vida profissional e académica
não é tarefa fácil (os pais trabalhadores-estudantes sabem bem do que falo), e tu nem sempre
podes, queres, ou tens vontade (os mais velhos também me entendem) de participar de forma
social nas atividades propostas pela Academia. Mas também não queria terminar a licenciatura
sem memórias da vida académica, que não sejam estudar, trabalhos, exames…
E é precisamente aqui que surge a Tuna. O simples facto de os ensaios serem ao domingo à
noite (que para mim é um momento que em nada interfere com a agenda – haja vontade de
participar), vi na Tuna a solução que me permite experienciar e colecionar momentos da tão
famigerada vida boémia académica.

Ser Partituno - Por Rui Soares 2

Para isso contribui um grupo de pessoas fantásticas como as que encontrei na tuna, que tão
bem me receberam (confirma-se que a idade é um posto e impõe o respeitinho necessário –
como se dúvidas houvesse), e que me permitem dar expressão ao gosto e background musical
que trago comigo.


Entrei então para a Tuna em 2021, período pandémico que cancelou e proibiu imensas
atuações e por isso fizemos apenas ensaios. Levantadas as restrições impostas pela pandemia,
já participei em 4 eventos (duas serenatas, uma atuação e um evento privado), mas muitos
mais se afiguram num futuro muito próximo – a agenda está a ficar bem preenchida.
Sobre os elementos que compõem a Tuna não quero falar muito porque só tenho defeitos a
apontar: uns porque cantam bem demais, outros porque tocam melhor ainda, outros porque
são muito bons só a criar “ambience”, e outros que se ficarem em casa é um favor que fazem à
malta, porque sobra mais para beber! Sim, porque ensaio que é ensaio exige sempre um
momento de confraternização em estado líquido!

A verdade é que sinto um orgulho enorme em ser um Partituno, em conviver com esta malta,
a tocar e a cantar músicas originais de uma qualidade incrível muito bem construídas e com
uma sonoridade e arranjos fantásticos, e por isso estou sempre em contagem decrescente
para o próximo ensaio/atuação.


Uma vez Partituno,
Partituno para sempre!


Um abraço deste,
Rui Soares

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